Esporte

Tite terá o que queria. Tudo ou nada contra a Argentina de Messi

Publicado dia 30/06/2019 às 13h35min | Atualizado dia 30/06/2019 às 13h42min
A vitória do mais tradicional rival diante dos venezuelanos era o que Tite precisava. Ele quer ganhar força para voltar a se impor. Não haverá meio termo

Belo Horizonte, Brasil

Quando Fariñez largou a bola em um chute fácil de Aguero e Lo Celso estufou as redes da Venezuela, pela segunda vez, Tite teve o seu desejo confirmado.

Ele queria a semifinal inédita, da Copa América, entre Brasil e Argentina de Messi, aqui, no Mineirão.

O treinador brasileiro desejava o confronto com o adversário mais tradicional de sua história. 

Ainda mais sem Neymar.

Tite precisa de um confronto importante, valendo a classificação para a final de um torneio. Ainda mais contra a Argentina, bicampeã mundial.

Não é discurso vazio.

Tite sabe a desconfiança que cerca seu trabalho desde o fracasso na Copa da Rússia. E mesmo nesta caminhada claudicante na Copa América. Com direito a empate com a Venezuela em 0 a 0.  A vaga na semifinal, nos pênaltis, diante dos paraguaios, também não empolgou ninguém. Pelo contrário, trouxe mais desconfiança.

O Brasil passou três das quatro partidas sem marcar um gol sequer no primeiro tempo. Só fez contra os peruanos de Gareca, que jogaram escancarados, e acabaram goleados por 5 a 0.

Tite sabe que a semifinal de terça-feira terá o peso de um julgamento público sobre seu trabalho. Mesmo que esteja confirmado no cargo, de maneira precoce, pelo presidente da CBF, Rogério Caboclo. 

Será a primeira vez que um treinador que fracassa em um Mundial tem o direito a seguir o ciclo de quatro anos até outra Copa, dono do cargo.

Até porque o dirigente também é adepto da xenobofobia. Ou seja, como o homem que o colocou no cargo, Marco Polo del Nero, nem quer imaginar um técnico que não tenha nascido no território brasileiro comandando a Seleção.

O fracasso na Rússia tirou muita força de Tite. Precisa de uma conquista

Para desespero do fã clube de Jorge Sampaoli, de Jurgen Klopp e de Pep Guardiola.

Não passa na cabeça de Caboclo entregar o selecionado para Renato Gaúcho, Mano Menezes, Felipão.

O cargo de Tite, de acordo com a palavra de honra de Caboclo, é de Tite.

Perdendo ou ganhando o confronto contra o time de Messi.

Mas o técnico da Seleção Brasileira não quer ficar com a sombra de uma derrota em casa, disputar o vexatório terceiro lugar no Itaquerão.

Ele precisa conquistar a Copa América para dar um salto de independência. Sem Neymar. 

A ponto de exigir o que ele sabe precisar melhor do que ninguém.

 

Confrontos com times europeus antes da Copa do Qatar, em 2022.

Atropelando a maquiavélica venda de dez anos de amistosos da Seleção, último ato vexatório feito pelo ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, em 2012, ao 'abandonar' o cargo.

Forçando Caboclo a encaixar amistosos com os grandes selecionados europeus, o Brasil precisa desses confrontos. Para não ser surpreendido taticamente como foi nos Mundiais de 2006, 2010, 2014, 2018. 

Tite precisa provar que apoio de Caboclo não é favor. Caminho é o título

Na sua leitura, Tite precisa vencer a Copa América diante grandes adversários.

E o que ele queria chegou.

Terça-feira ele tem o confronto que desejava.

Uma Argentina fragilizada.

Com um treinador interino Lionel Scaloni.

Incoerente até a medula, inseguro, perdido, incapaz de repetir uma escalação sequer.

Com jogadores medianos.

Mas com o mais talentoso do mundo.

Lionel Messi, ansioso para, aos 32 anos, vencer pela primeira vez um torneio com a camisa do seu país.

O destino deu uma grande oportunidade. Provar que não depende de Neymar

A sorte está lançada.

O Mineirão espera o confronto.

Tite tem a chance que desejava.

O destino caprichou.

Com a oportunidade divina.

Ele não confessaria nem sob tortura.

De mostrar que não é dependente de Neymar...

Fonte: esportes.r7

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